Gente que Cuenta

Fazendo as contas,
por Luli Delgado

Shakira y Madonna Atril press
“o que sinto por elas é admiração e respeito sinceros…”
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        De tão à toa, comecei a fazer contas depois da notícia de que Shakira e Madonna vão dividir o palco no show do intervalo da abertura da Copa do Mundo de 2026.

Vejamos.

A chamada Rainha do Pop começou sua carreira em 1983 e continua firme como se nada fosse. Não é mentira: ela tem apenas um ano a menos do que eu e ainda consegue cantar e dançar por duas horas seguidas, como quando se apresentou em Copacabana e reuniu mais de um milhão e meio de pessoas. Eu, só de ir ao mercado e à farmácia, já fico exausta. Enfim.

E nesse mesmo mapa do pop, mas de outra margem geracional, aparece Shakira, dezoito anos mais jovem, continuando a lotar estádios como se fosse a coisa mais natural do mundo. Que Copacabana diga isso mais uma vez.

Será dezoito anos mais jovem, mas no ano que vem ela chega aos cinquenta, e a outra daqui a pouco entra no sétimo andar. Eu continuo impressionada com tanta energia. Imagino que as duas não tenham feito outra coisa na vida além de treinar e voltar a treinar, além de, suponho eu, seguir uma dieta com rigidez de astronauta.

As duas são supermilionárias, as duas vivem rodando o mundo como judeus errantes, e imagino que devam gastar pequenas fortunas com cremes, massagens, bálsamos e coisas assim.

Antes de continuar, que fique bem claro: eu adoro as duas e já cantei os sucessos das duas. Digo isso para não parecer inveja.

E é melhor que não pareça mesmo, porque o que sinto por elas é admiração e respeito sinceros. Como também sinto admiração e respeito por Dudamel, sem que isso queira dizer que eu inveje sua trajetória como maestro.

Mas aqui sentada diante do meu teclado, acho que prefiro comer bolachas de madrugada e não precisar me maquiar. Ver uma série atrás da outra à noite e não precisar mais viver olhando para o despertador, a não ser quando tenho consulta médica. E que não se diga que eu não mereci isso, porque trabalhei bastante quando era a minha vez.

O que lamento é não poder ir vê-las em julho, em Nova York, embora, pensando bem, para estar lá eu teria que enfrentar não sei quantas horas de avião, aeroporto, malas e todas essas coisas.

Ainda bem que nesses dias Caetano vai se apresentar no Porto. Esse é outro: com 83 anos e ainda rodando por aí. E esse, com todo prazer, nós vamos ver. Se não chover, claro…

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Luli Delgado es periodista venezolana, Master en Artes de Cine y Video – por The American University, Washington, DC. Fue Directora Ejecutiva de la Fundación Andrés Mata de El Universal de Caracas, y Gerente del Centro de Documentación de TV Cultura de São Paulo. Es autora de varios libros y crónicas. delgado.luli@gmail.com

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