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No meio do barulho e da pressa de cada dia, o sinal do recreio tocou para o mundo inteiro. Vejamos.
Shakira, com seu Dai Dai, deixou claro mais uma vez que a sua praia não é cair, mas sim se levantar com mais força do que nunca.
Na mesma tela, surgiram os chamados Uganda Ghetto Kids e a loirinha brasileira que parece de chiclete, com uma graça que não tem explicação e que a gente não cansa de ver.
O futebol em seu melhor momento. O goleiro de Cabo Verde, eletricista, quarentão e até ontem anônimo, como uma espécie de Davi africano que desbancou dois campeões mundiais.
A República Democrática do Congo impressionou a todos ao descer do avião com ternos com lapelas de leopardo e broches de ouro, como quem diz: aqui estamos e estamos um luxo.
Messi marcou duas vezes contra a Áustria, o que o deixa isolado na história: dezoito gols em Copas do Mundo, o maior de todos.
Cristiano Ronaldo também reivindicou o seu lugar em campo, tornando-se o primeiro e único jogador da história capaz de balançar as redes em seis Copas do Mundo diferentes.
E de repente, do nada, um terremoto brutal na Venezuela nos arrancou da festa e nos lembrou o quanto somos frágeis e vulneráveis. O barulho e as bandeiras se tornaram dolorosamente alheios e ficamos sem palavras, sem conseguir acreditar, relembrando inevitavelmente o que aconteceu lá atrás, na nossa infância — um cenário desolador que pensávamos que nunca mais seria nosso.
“Na vida e na morte, protegei-nos, Nossa Senhora…”