
Fonte: https://en.wikipedia.org/
Parece que as praias do Pacífico são ferozes, e esta semana as de Santa Cruz foram notícia: um rapaz entrou no mar arriscando a própria vida para salvar um menino que estava se afogando. O vídeo rodou o mundo e todos nós respiramos aliviados com o final feliz do que poderia ter sido uma tragédia — embora a gente nem ficasse sabendo. Enfim.
Para além da imprudência do menino ou do resgate na água, o que me emociona é a figura de “quem ajuda”: esse alguém consciente do risco que não pensa duas vezes para segurar o outro. Um herói pequeno, sem capa nem máscara, que se joga na missão sem que ninguém peça.
E não me refiro a grandes feitos. Falo dos salva-vidas do dia a dia. Uma vez aconteceu comigo: eu andava distraída na rua tentando entender um endereço no celular e, do nada, levei um tombo e caí de comprido na calçada. Quando levantei a cabeça, a primeira coisa que vi foram três pares de sapatos na minha frente e, logo acima, seis mãos estendidas para me levantar.
No nosso cotidiano, como fazem falta esses gestos! O desconhecido que te ajuda com um endereço (desculpem insistir, mas é sério que eu me perco toda hora), o farmacêutico que te tranquiliza garantindo que em dois dias você vai se sentir melhor, a amiga que liga só para saber como você está ou quem se lembra de você em uma data importante.
Os exemplos são infinitos, mas a essência é a mesma: gente que resgata a outra de pequenos apuros, com uma generosidade silenciosa que não se aprende em lugar nenhum.
Acho que nunca seremos suficientemente gratos a eles. E não apenas pelo que fazem naquele instante, mas por nos lembrarem de que não somos tão ruins no fim das contas e por manterem viva a fé de que, diante de qualquer queda ou emergência, sempre haverá alguém disposto a nos estender a mão. Muito obrigada!!