Breve feixe de luz,
por Fernando Carmino Marques
leer en español Olhou para mim e, como se procurasse atravessar as nuvens cinzentas que cobriam o céu, com meio sorriso virou lentamente a cabeça para a janela e disse: “Quando ali estiver, se me lá me aceitarem, na estrada sem fim, impassível do céu, verei melhor a arrogância dos homens, saberei conversar com o silêncio e sentirei o espírito da terra.” Como tinha os olhos quase fechados pensei que o cansaço a tinha deixado naquela orla onde o sono se confunde com o sonho e as ondas ao roçarem na areia gemem inconformadas com o fim da viagem. Sobre a mesa de cabeceira, do lado direito da cama onde estava deitada, a vela perfumada que em recente aniversário alguém lhe ofereceu hesitava entre extinguir-se e continuar a espalhar a indefinível fragância que me deu a ilusão que de um morn...




