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Alfredo Behrens

Livre arbítrio,<br/> por Alfredo Behrens
152b, Alfredo Behrens

Livre arbítrio,
por Alfredo Behrens

leer en español      Tenho estudado o impacto das tempestades solares sobre os homicídios. Tenho evidências de que, enquanto houver fatores de estresse, as tempestades solares induzem a tentativa de matar. Portanto, não é que o sol puxe o gatilho, mas ele seria um cúmplice. O que levanta a seguinte questão: como condenar um assassino que não é totalmente responsável por seus atos?Sapolsky, que acredita que não existe livre-arbítrio, propôs o seguinte desafio moral:O Sr. Toc (pseudônimo) era professor de escola, tinha quarenta e poucos anos, era casado e nunca teve maior interesse na pornografia. Ele também não tinha histórico de predação sexual ou violência. No entanto, Toc desenvolveu interesse em conduta sexual imprópria e foi condenado a um programa de reabilitação do qual foi expulso p...
Libre arbitrio,<br/> por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Libre arbitrio,
por Alfredo Behrens

ler em português      Vengo estudiando el impacto que ejercen las tormentas solares sobre los homicidios y tengo evidencias de que, mientras haya factores estresantes, las tormentas solares inducen a la tentativa de matar. O sea, no es que el Sol hale del gatillo, pero sí sería cómplice, con lo que se levanta la siguiente cuestión: ¿cómo condenar a un homicida que no es completamente responsable de sus actos?Sapolsky, quien cree que no hay libre albedrío, nos propuso el siguiente desafío moral:El Sr. Toc (seudónimo) era un profesor de escuela, cuarentón, casado y nunca había tenido mayor interés por la pornografía. Tampoco tenía antecedentes de depredación sexual o violencia. Pero, Toc desarrolló un interés por conductas sexuales inapropiadas y fue condenado a un programa de rehabilitación...
De costas quentes, por Alfredo Behrens
151b, Alfredo Behrens

De costas quentes, por Alfredo Behrens

leer en español       Num pitoresco bar numa rua de paralelepípedos, dois homens reclamavam enquanto bebiam cerveja. Pablo, um homenzarrão de cara envelhecida, lamentou: "Dá para acreditar, compadre? Comprei esse celular no vendedor da outra rua e veio sem carregador!" Seu compadre Gustavo, assentiu com simpatia, compartilhando sua própria reclamação. "Tive um desentendimento com ele na semana passada. Ele me vendeu um relógio que parou de funcionar depois de um dia! Devíamos dar-lhe algumas pancadas para que ele aprenda." Seus murmúrios atraíram a atenção de outras pessoas no bar. Um deles delineou uma explicação: “É uma questão de amperes”, disse ele. “Que Peres nem nada! O nome do canalha é Diego! Foi quando outro bandido do bar, ouvindo a conversa, se inclinou para frente e se...
Empresario protegido,<br/> por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Empresario protegido,
por Alfredo Behrens

ler em português      En un bar pintoresco, sobre una calle empedrada, dos hombres se quejaban mientras tomaban sus cervezas. Pablo, un hombre corpulento, con el rostro curtido, se lamentaba: "¿Puedes creerlo, compadre? Compré este móvil al vendedor de la otra calle, ¡y venía sin cargador!"Gustavo, su compadre, asintió con simpatía, compartiendo su propia queja. "Tuve un encontronazo con él la semana pasada. ¡Me vendió un reloj que dejó de funcionar después de un día! Deberíamos darle unos golpes, pa’que aprenda."Sus murmuraciones atrajeron la atención de otros en el bar. Uno esbozó una explicación: “es una cuestión de amperes”, dijo. “Qué Pérez ni qué nada! ¡Se llama Diego el sinvergüenza!”  Fue cuando otro malandro en la barra, escuchando su conversación, se inclinó hacia adelante, y dir...
Uma cabeça é tudo,<br/> por Alfredo Behrens
150c, Alfredo Behrens

Uma cabeça é tudo,
por Alfredo Behrens

leer en español       Medimos o tempo de forma sexagesimal. É por isso que dividimos o círculo do relógio em múltiplos de 60: 60 segundos em um minuto, 60 minutos em uma hora, mas 24 horas em um dia. Embora eu não saiba o motivo desse 24, o fato é que, se quiséssemos comemorar o número 150 no sistema sexagesimal, o faríamos como 2,30.Os antigos sumérios e babilônios, que se especializaram nessa base numérica, provavelmente achariam esse 2,30 fascinante. Para nós, no entanto, 150 soa muito mais grandioso porque vivemos em uma cultura decimal, em que marcos como 10, 100 ou 150 são naturalmente mais significativos.Mas, como sempre acontece, nós nos adaptamos a qualquer sistema. Por exemplo, no Panamá, as distâncias são medidas em quilômetros, mas eles recebem veículos dos Estados Unidos com o...
Una cabeza es todo,<br/> por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Una cabeza es todo,
por Alfredo Behrens

ler em português      Medimos el tiempo sexagesimalmente. Por eso dividimos el círculo del reloj en múltiplos de 60: 60 segundos en un minuto, 60 minutos en una hora, pero 24 horas en un día. Aunque desconozco la razón de este 24, lo cierto es que si quisiéramos celebrar el número 150 en el sistema sexagesimal, lo haríamos como 2,30.Los antiguos sumerios y babilonios, especializados en esta base numérica, seguramente encontrarían fascinante este 2,30. Para nosotros, sin embargo, 150 suena mucho más grandioso porque vivimos en una cultura decimal, en la que hitos como 10, 100 o 150 son naturalmente más significativos.Pero, como suele ocurrir, nos adaptamos a cualquier sistema. Por ejemplo, en Panamá las distancias se miden en kilómetros, pero reciben vehículos de Estados Unidos con odómetro...
O novo Renascimento, por Alfredo Behrens
149b, Alfredo Behrens

O novo Renascimento, por Alfredo Behrens

leer en español read it in English       Há mais de uma década, tentei, sem sucesso, dissuadir uma jovem de tirar um mestrado em tradução. Disse-lhe que os tradutores seriam em breve substituídos por computadores. “Só sai porcaria deles”, respondeu-me ela. E sim, nessa altura muitas dessas traduções eletrónicas tiveram de ser corrigidas, mas para mim era um sinal de que em breve essas traduções poderiam ser muito melhores. A minha fé no progresso era tão grande que disse a um académico indiano que estávamos perto do ponto em que os intérpretes electrónicos permitiriam aos indianos falando na sua própria língua, conversar com clientes americanos em tempo real. Disse também que este progresso seria uma libertação do jugo imposto pelas barreiras linguísticas que mantinham reféns os ...
El nuevo Renacimiento, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El nuevo Renacimiento, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in English      Hace más de una década traté de disuadir sin éxito a una joven de hacer una maestría en traducción. Yo le decía que los traductores en breve serían substituidos por computadores. “Solo sale porquería de ellos”, me respondió.Y sí, en aquella época había que corregir mucho de aquellas traducciones electrónicas, sin embargo, para mí era la señal de que en breve podrían mejorar mucho.Tanta era mi fe en el progreso que le dije a una académica hindú que estábamos cerca de que intérpretes electrónicos permitieran en tiempo real que hindúes que no hablaban inglés pudieran, hablando en su idioma, dialogar con clientes americanos. Dije también que ese progreso sería una liberación del yugo impuesto por las barreras lingüísticas que habían hecho rehenes a los m...
The new Renaissance, <br/> by Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

The new Renaissance,
by Alfredo Behrens

leer en español ler em português       More than a decade ago I was unsuccessful in trying to dissuade a young woman from studying for a master's degree in translation. I told her that translators would soon be replaced by computers. ‘Nothing but crap comes out of them,’ she replied. And yes, at that time a lot of those electronic translations had to be corrected, but for me it was a sign that soon those translations could be much improved. So great was my faith in progress that I told an Indian academic that we were close to the point where electronic interpreters would allow non-English-speaking Indians, speaking in their own language, to converse with American clients in real time. I also said that this progress would be a liberation from the yoke imposed by language barriers ...
Visões perfumadas, por Alfredo Behrens
148b, Alfredo Behrens

Visões perfumadas, por Alfredo Behrens

leer en español       Eu vi o Mandela, ela me disse ontem. Brincando lhe perguntei se foi no ónibus, mas não, foi na torrada dela. Ela vê rostos em toda a parte, para não dizer onde não há nenhum. Mas ela não está sozinha e, como todo mundo, ela vê rostos, mas não notas. Esses dias, recebi uma foto na Internet de duas mulheres comendo pizza. A mensagem dizia que, se você olhasse a imagem rapidamente, ou com os olhos apertados, ou de cabeça baixo, poderia ver o Keanu Reeves. Até eu, que nunca vejo nada, o vi. Parece que estamos hiper preparados para ver rostos porque, como somos tribais, precisamos distinguir rapidamente o amigo do inimigo. Essa seria a função da amígdala cerebral, a brecha reptiliana, como é chamada. Parece até que até Carl Sagan disse que o reconhecimento de rost...
Visiones perfumadas,<br/>  por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Visiones perfumadas,
por Alfredo Behrens

ler em português      Vi a Mandela, me dijo ayer. Jocosamente le pregunté si lo había visto en el ómnibus, pero no, lo había visto en su tostada.Ella ve caras por todas partes, por no decir también donde no las hay. Pero no está sola, y como todos, ven caras, pero no billetes de banco. En estos días recibí por Internet la imagen de dos mujeres comiendo pizza. El mensaje decía que, si uno miraba la imagen rápidamente, o con los ojos entrecerrados, o de cabeza para abajo, uno podría ver a Keanu Reeves. Hasta yo, que nunca veo nada, lo vi.Parece que estamos hiper preparados para ver caras porque, siendo tribales, necesitamos rápidamente distinguir a los amigos de los enemigos. Esa sería la función de la amígdala cerebral, resquicio reptiliano que le dicen. Inclusive parece que Carl Sagan dijo...
Sem luz na primavera,<br/> por Alfredo Behrens
147c, Alfredo Behrens

Sem luz na primavera,
por Alfredo Behrens

leer en español       Quando morava no Rio de Janeiro, naquela terra abençoada por Deus, um amigo francês me disse que na França a fragilidade de uma pessoa podia lhe impedir de sobreviver o próximo inverno. Me era difícil no Rio imaginar os rigores de um inverno. Agora moro em Portugal, com invernos nem tão rigorosos, mas que assustam mais um pouco que os cariocas. Foi assim que refleti sobre as condições de um sujeito de sorriso generoso ao avistá-lo passado este último inverno. Era um sujeito cujo sorriso e vitalidade me fazia bem. Ainda sou imigrante nesta terra cálida, e ser reconhecido na rua me faz bem. Não interessa tanto quem me cumprimente, mas ao ser avistado me faz sentir vivo, que pertenço. Era assim que me sentia ao encontrar este sujeito encantador, um pouco louco t...