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Alfredo Behrens

Por um hijabe transparente, por Alfredo Behrens
67c, Alfredo Behrens

Por um hijabe transparente, por Alfredo Behrens

leer en español  No Irã, as mulheres que não querem cobrir suas cabeças com o hijabe são perseguidas. Lembro-me que as mulheres entravam nas igrejas com a cabeça coberta por um véu. Não me lembro de alguém ter ficado zangado com alguém por se recusar a usar o véu.Na realidade, os séculos de ocupação muçulmana na Península Ibérica deixaram muitas marcas. Afinal, era comum as viúvas se vestirem de preto da cabeça aos pés, tanto em Portugal quanto na Espanha. De longe, poderiam passar por mulheres muçulmanas.Quanto tempo os hábitos levam para mudar? Talvez não no Irã, mas vivemos em tempos rápidos.Quando Gutenberg foi pioneiro com sua prensa tipográfica, nenhum gênero de literatura tinha leitores mais ávidos do que os leitores da Bíblia. Mas naquela época a religião de cada um era vivida com ...
Por un hiyab transparente, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Por un hiyab transparente, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsEn Irán se persigue a las mujeres que no quieren cubrirse la cabeza con el hiyab. Recuerdo que hasta no hace mucho las mujeres entraban en las iglesias con sus cabezas cubiertas por un velo. No recuerdo que alguien se haya ensañado con alguna por rehusarse a usar el velo.En realidad, los siglos de ocupación musulmana en la península ibérica dejaron muchas marcas. Después de todo era común que las viudas se vistiesen de negro de pies a cabeza, tanto en Portugal cuanto en España. De lejos, podrían haber pasado por mujeres musulmanas.¿Cuánto demoran los hábitos en cambiar? Tal vez no en Irán, pero vivimos en tiempos acelerados.Cuando Gutenberg innovó con su imprenta, ningún género de literatura tuvo lectores más ávidos que los lectores de biblias. Pero en aquella época se viví...
Ausentes embora presentes, por Alfredo Behrens
66b, Alfredo Behrens

Ausentes embora presentes, por Alfredo Behrens

Previous Next Fotos Alfredo Behrens leer en españolMesmo hoje, muitas pessoas têm de sair da casa para ir ao local de trabalho. Este, em princípio, seria um lugar para sofrer. No final das contas, trabalhar deriva de tripalium, um instrumento com três paus usado em tempos remotos para tortura. Ou seja, as pessoas ainda hoje sentiriam que saem de casa para serem torturadas no trabalho. Vai ver que nem tanto, e nem todas, mas trabalho passou a representar algo a ser evitado.E na casa? Vai ver que nela muitos sofrem de outro tipo de tripalium. Por isso a transição da casa ao trabalho seria um momento de liberação. De facto, alguns antropólogos foram surpreendidos pelos seus entrevistados ao eles se referirem positivamente ao esse tempo g...
Miradas ausentes, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Miradas ausentes, por Alfredo Behrens

Previous Next Fotos Alfredo Behrens ler em portuguêsIncluso hoy en día, muchas personas tienen que salir de casa para ir a trabajar. Este, en principio, sería un lugar para sufrir. En última instancia, el trabajo deriva del tripalium, un instrumento de tres palos utilizado en la antigüedad para la tortura. En otras palabras, las personas todavía sentirían hoy que salen de casa para ser torturadas en el trabajo. Verás que no tanto, y no todos, pero el trabajo ha llegado a representar algo a evitar.¿Y en la casa? Verás que hay mucha gente que sufre de otro tipo de tripalium. La transición del hogar al trabajo sería un momento de liberación. De hecho, algunos antropólogos se sorprendieron cuando sus entrevistados se refirieron positivame...
As estrelas e eu, por Alfredo Behrens
65a, Alfredo Behrens

As estrelas e eu, por Alfredo Behrens

leer en español  Faz muito tempo que não vejo as estrelas. Vivo há muitos anos em cidades que de tão iluminadas não me deixam vê-las. Quando as via, sonhava. Não lembro exatamente o quê, mas só as ver me transportava para a possibilidade de outras vidas, de outros mundos. Naquela época eu li Asimov e outros. Eu não estava tão interessado no nome desta ou daquela estrela, muito menos interessado na sua idade, mas estava inflamado pela maravilha da busca pela compreensão do cosmos. Quem girava em torno de quem? Se o universo estava se expandindo ou não. Quem buscava suprimir o conhecimento, como se se agarrasse a um mundo que sucumbiria ao abrir uma única fissura numa parede.Era tão interessante olhar para as estrelas quanto imaginar a miséria dos indivíduos aferrados à sua ignorância. Nessa...
Las estrellas y yo, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Las estrellas y yo, por Alfredo Behrens

ler em português  Hace demasiado tiempo que no veo las estrellas. He vivido por muchos años en ciudades que, de tan iluminadas, no me las dejan ver. Cuando las veía, soñaba. No recuerdo bien qué, pero el solo verlas me transportaba a la posibilidad de otras vidas, de otros mundos. Por esa época leí a Asimov y otros. No me interesaba tanto el nombre de ésta o de aquella otra estrella, menos aún me interesaba su edad, pero sí me enardecía la maravilla de la búsqueda por la comprensión del cosmos. Quién giraba en torno de quién. Que si el universo se expandía o no. Quienes buscaban suprimir el conocimiento, se aferraban a un mundo que sucumbiría al abrir una sola hendija que fuera.Era tan interesante mirar a las estrellas como imaginarse la pobreza de los individuos agarrados a su ignorancia....
O futuro visto de uma garrafa, por Alfredo Behrens
64c, Alfredo Behrens

O futuro visto de uma garrafa, por Alfredo Behrens

leer en español  Ajudar seus filhos a crescer é muito agradável. Mas há um imponderável: não sabemos qual caminho eles vão tomar. Com o tempo, é impressionante perceber que o caminho das crianças não será o mesmo.No turbilhão de tarefas, talvez não prestemos atenção suficiente a pequenos sinais que sugerem diferentes estilos e caminhos para as crianças. Partilho uma anedota.Eles eram dois irmãos em um país pequeno com garrafas de Coca-Cola grandes demais para crianças. "É para compartilhar", disse o pai enquanto entregava uma garrafa aos irmãos. O mais velho estava distraído com um livro e quando foi olhar, o mais novo tinha bebido a Coca toda. Clamando por justiça, o irmão mais velho chamou o pai, confiando que ele restauraria a ordem. Foi quando o menor dos dois explicou que, como metade...
El futuro visto desde una botella, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El futuro visto desde una botella, por Alfredo Behrens

ler em português  Ayudar a tus hijos a crecer es muy placentero. Pero hay un imponderable: no sabemos qué camino tomarán. Con el tiempo, impresiona darse cuenta de que el camino de los hijos no será el mismo.En el torbellino de tareas, es posible que no prestemos suficiente atención a pequeñas señales que sugieren diferentes estilos y caminos para los hijos. Comparto una anécdota.Eran dos hermanos en un pequeño país con botellas de Coca-Cola demasiado grandes para los niños. “Es para compartir”, dijo el padre mientras les entregaba una botella a los hermanos. El mayor se distrajo con un libro y cuando fue a mirar, el menor se había bebido toda la Coca. Clamando justicia, el hermano mayor llamó al padre confiando que él restituiría el orden. Fue cuando el menor explicó que como la mitad de ...
Aqui, por enquanto, por Alfredo Behrens
63a, Alfredo Behrens

Aqui, por enquanto, por Alfredo Behrens

leer en español   Não sei quantos compartem desta sensação. É rara. Em mim aconteceu umas três ou quatro vezes só. Não sei ao certo, porque não é que a cada vez ascenda uma luz com um número e musiquinha de “já ganhou”. Mas quando acontece, a sensação é muito forte.Te conto. Eu andava pela praça Charles Miller, em São Paulo. A praça é erma, e como quase tudo em São Paulo ela também virou um parking. Na verdade, é um descampado. Atravessar ela a pé é provação, mas, como o lugar não tem obstáculos pode se ver à distância e sem distrações.Na direção contrária vinha um sujeito com ar sofrido. Atarracado, de braços curtos, maltrapilho, corpo prematuramente encurvado para a frente, olhando para o chão e com passo apressado. Íamos nos aproximando, mas ele não descolava o seu olhar do chão, como s...
Aquí, por ahora, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Aquí, por ahora, por Alfredo Behrens

ler em português  No sé cuántos comparten esta sensación. Es rara. Sólo me pasó tres o cuatro veces. No tengo certeza del número, porque no es que cada vez se enciende una luz con un número y una cancioncita de “ya gané”. Pero cuando sucede, el sentimiento es muy fuerte.Te cuento. Estaba caminando por la plaza Charles Miller, en São Paulo. La plaza es desierta porque como casi todo en São Paulo, también fue convertida en un estacionamiento. De hecho, es un páramo. Recorrerlo a pie es un suplicio, pero como el lugar no tiene obstáculos, puedes ver a la distancia y sin distracciones.En sentido contrario venía un hombre con aire sufrido. Bajo pero fornido, de brazos cortos, harapiento, cuerpo prematuramente inclinado hacia adelante, mirando al suelo y con paso apresurado. Nos acercábamos, per...
Unidos pelo Sputnik, por Alfredo Behrens
62a, Alfredo Behrens

Unidos pelo Sputnik, por Alfredo Behrens

leer en español Augusto era recém-chegado àquela cidade. Aceitou o convite para um jantar com conhecidos onde uma garota chamada Maria fisgou sua atenção. Quando ela se levantou da mesa anunciando que estava descendo à rua para comprar cigarros, ele se ofereceu para acompanhá-la. Exceto por alguns gestos e comentários durante o jantar, ele não sabia nada sobre ela, mas gostava dela. No entanto, e apesar da audácia de se oferecer para acompanhá-la, Augusto estava inseguro nessa fase da sua vida, pelo que foi só quando voltavam que María abriu a conversa perguntando de onde vinha, como se quisesse saber quem ele era. Sem mais delongas, como que possuído por um impulso desesperado, ele pegou a mão dela e com o braço estendido apontando para o céu estrelado, representou sua avó como quando ela...
Unidos por el Sputnik, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Unidos por el Sputnik, por Alfredo Behrens

ler em português Augusto estaba recién llegado a esa ciudad. Quería hacer nuevos amigos y aceptó la invitación a una cena donde le llamó la atención una piba de nombre María. Cuando ella se levantó de la mesa anunciando que bajaría a la calle a comprar cigarros, él se ofreció a acompañarla. Salvo algunos gestos y comentarios durante la cena, no sabía nada de ella, pero le gustaba. Sin embargo, y a pesar de la audacia de ofrecerse a acompañarla, Augusto se encontraba inseguro en esa etapa de su vida, así que fue sólo al regreso que María abrió la conversación indagando de donde venía él, como queriendo saber  quién era. Sin más, cual poseído de un arrebato desesperado, él le tomó la mano y con su brazo extendido apuntando al cielo estrellado representó a su abuela como cuando ella lo lle...