Gente que Cuenta

Rito ancestral – Pedro Tebyriçá

Captura de Tela 2021 08 04 às 15.23.15
Indígenas brasileños en el mapa de la “Terra Brasilis”
c. 1519
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Os homens da aldeia se reuniram em círculo. O jovem índio juntou-se a eles, as mãos cobertas por imensas luvas trançadas em palha, carregadas de formigas vorazes. A dança se iniciou. Sempre de luvas, o jovem não podia demonstrar a dor das picadas constantes. Era a provação necessária para que passasse a ser considerado um homem formado:

Era a provação para que passasse a ser considerado um homem formado...

um membro da tribo apto a desposar uma mulher, apto a caçar com os demais. A dança seguia em movimentos circulares, ora para dentro, ora para fora. Seus corpos cobertos por pinturas exuberantes fremiam compassados; nas cabeças, pequenos cocares reverberavam em penas coloridas. A dança seguia: para dentro, para fora e estavam todos de bermudas (não deu para ver direito se eram da Nike ou da Adidas, o sinal da net não estava bom e a imagem às vezes pixelava).

Pedro Tebyriçá 1
Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 1955, formou-se em economia, atualmente é servidor público federal, dedicando-se paralelamente à literatura e as artes plásticas, já tendo realizado exposições no Brasil e no exterior. Começou a escrever aos cinquenta anos, inclinando-se mais para o texto curto, notadamente contos. Em 2019 lançou o Contos (nem tanto) Contidos pela Editora 7 Letras disponível para venda no site da editora (www.7letras.com.br).
ptebyrica@gmail.com
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