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Alfredo Behrens

Pedro y las mellizas, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Pedro y las mellizas, por Alfredo Behrens

ler em português   En la Universidad, Pedro conoció a las mellizas María y Josefina. Ambas eran encantadoras, bonitas, discretas, cariñosas. Pedro estaba enloquecido por las dos, pero sentía una atracción especial, por María, quien a su vez parecía corresponderle.Pero durante una siesta, soñó que Josefina había desarrollado un tumor cerebral, y moriría a menos que recibiese un cerebro de donación. El único cerebro compatible para Josefina era justamente el de María.Pedro discutió con María porque no podía permitir que le donase su cerebro a Josefina. Pero resulta que María murió en un accidente de tránsito. Rápidamente, los médicos trasplantaron el cerebro de María a la cabeza de Josefina.Acongojado por la muerte de María, Pedro aguardó por lo que le parecieron miles de horas en la sala de...
Do ego e o ovo, por Alfredo Behrens
77c, Alfredo Behrens

Do ego e o ovo, por Alfredo Behrens

leer en español    Arnaldo era um homem sem convicções. Do Alfredo, o tal do Hitchcock, pelo menos sabemos que não gostava de ovos. Alfredo dizia que até o amarelo da gema lhe provocava revulsão. Dizia também que pelo menos o sangue era vermelho, alegre, apaixonado. Do ovo, Alfredo não gostava nada. Nem da forma. Estranho para um diretor de cinema que fez dinheiro assustando milhares com um filme com bichos ovíparos voadores.Então perguntei ao Arnaldo, que se não sabia se gostava de algo, tal vez houvesse algo do que não gostasse. Da mãe, me disse. Surpreso, perguntei-lhe do que não gostava dela. De todo, respondeu. Mas, havia algo dela que não gostavas mais? Perguntei-lhe, “do ego,” disse ele. Mas, eu ainda preso no Alfredo, entendi “Do ovo” Eu tinha uma coleção de ovos de avestruz, grand...
Platão e McDonald’s, por Alfredo Behrens
75c, Alfredo Behrens

Platão e McDonald’s, por Alfredo Behrens

leer en español   Parece que foi Platão quem disse que a necessidade é a mãe da invenção. O provérbio se encaixa como uma luva na solução de um cara que abriu um McDonald's perto da base militar de Fort Huachuca, no Arizona.O sujeito acreditava que, com a proximidade dos milhares de soldados entediados e famintos, seu restaurante seria um sucesso. Mas ele não contava com que as normas vigentes impediam que os soldados do Forte Huachuca saissem à rua em uniforme militar.Sem os soldados como clientes, o cara poderia fechar em breve porque não havia outra fonte de clientes perto o suficiente.Como um hambúrguer do McDonald's podia não ser suficiente para os soldados trocarem de roupa para chegar ao restaurante e voltar ao Forte, a solução foi atraí-los fardados sem que precisassem descer dos c...
Ossos do ofício, por Alfredo Behrens
72b, Alfredo Behrens

Ossos do ofício, por Alfredo Behrens

leer en español   Os ossos dão trabalho. Não apenas quando muda o clima. Dispor deles também dá problemas. Olha só a loucura em torno do corpo de Evita Perón. Levaram-no daqui para lá várias vezes e até se dizia que tinha morrido quem sabia onde o tinham escondido. Mas Evita não foi a única. De Napoleão diz-se que não é ele quem está no caixão exposto com toda a pompa em Paris, mas seu mordomo, e que os ossos do próprio Napoleão estão na Inglaterra. Neste momento, de uma igreja na Ucrânia, os russos roubaram os ossos do Potemkin, o do encouraçado.  Tal o problema de dispor dos ossos que os americanos ficharam o Bin Laden no avião que estava voltando para os EUA e de lá o jogaram ao mar para ninguém achar.Mas essa azáfama é tão grande que até foi aberta uma empresa chamada Carretosso. Atrav...
RIP, Rolha,<br/> por Alfredo Behrens
118b, Alfredo Behrens

RIP, Rolha,
por Alfredo Behrens

leer en español      Ele foi o meu primeiro morto. Morreu gordo. Não me lembro dele magro, mas sim que era baixo. Tão baixo que na escola, por causa da sua forma, lhe chamávamos Rolha. Como professor, era temível. Quando estava zangado, batia-nos. Talvez não fosse má pessoa, porque era casado com uma mulher de quem todos tínhamos muito boas recordações.Mas acontece que, quando chegou a sua hora, ele estava muito pesado e o diretor mandou meia dúzia de alunos carregar o seu caixão. Talvez o diretor pensasse que isso nos deixaria orgulhosos. Mas nós achámos que era a vingança do Rolha, porque morto era mais pesado do que um remorso.Nunca tínhamos carregado um caixão. Parecia ter pedras lá dentro. As pegas do caixão cortaram-nos as mãos.  Se alguém nos tivesse avisado, teríamos usado luvas, a...
Esqueletos,<br/> por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Esqueletos,
por Alfredo Behrens

ler em português      Se levantó, vistió a su niña y, sin desayunar siquiera, salió a la calle bajo el mismo cielo encapotado que anunciaba lluvia. Miraba hacia atrás como si temiera que alguien la siguiera. La niña se quejó, pero ella le prometió que irían a un país soleado. La niña sólo sabía de helados. No sabía nada de países. Pero debió de pensar que si  era más soleado sería mejor y siguió a su madre.Cuando llegaron al país soleado, la madre encontró trabajo y un buen marido que la aceptó a ella y a la niña. Unos años más tarde, la niña entró en edad escolar y fue entonces cuando el pasado alcanzó a la madre. Ella había huido, y por una buena razón. Ahora tenía que luchar por su vida sin contarle a nadie su pasado.Pero el cerco se ponía cada vez más estrecho. Como su marido, que abof...
Deshonra,<br/> por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Deshonra,
por Alfredo Behrens

ler em português     Vencer la barrera del idioma es cosa de titanes. Más aún cuando uno está en una posición de inferioridad, como la de un joven alumno frente a un profesor.Me cuenta un amigo, que, en una escuela de sacerdotes irlandeses, en un país donde se habla español, pero de cuyo nombre no quiero acordarme, el sacerdote estaba dando clase en inglés sobre el Génesis. Era un tal de Eva para aquí y Adán para allá que un alumno algo fastidiado y contando apenas con una docena de años, levantó la mano agitadamente y para llamar la atención del sacerdote, en voz alta decía con fuerte acento español: “Fader, Fader,” A lo cual el sacerdote más enfadado que curioso le respondió con un sibilante Yesss?El alumno, convencido de que contribuiría con algo de peso científico, siguió con un acento...
A galinha depenada, por Alfredo Behrens
109b, Alfredo Behrens

A galinha depenada, por Alfredo Behrens

leer en español    Um amigo me disse que as pessoas escrevem por vaidade. Há algo de verdade nisso. Entretanto, ao escrever, a pessoa refina seus pensamentos. É como se olhar no espelho. A diferença está em que no papel nós podemos riscar e reescrever. Há muito disso também.  Eu risco e reescrevo. Cada vez menos. Não porque não me preocupe menos com a minha aparência, o que também passou a ser verdade. É que sinto que não tenho tempo para escrever tudo o que quero dizer. Talvez em tempos mais lentos fosse diferente. Agora é possível reescrever sem deixar rastros das correções. Nem sempre foi assim. Não só porque era difícil reescrever na argila. Basta pensar em como era lento usar uma pena para escrever. Cada gota de tinta era suficiente para escrever até meia dúzia de palavras. Além d...
Hitos en mi vida, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Hitos en mi vida, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishNo recuerdo cuando alcancé las agarraderas que pendían de los techos de los ómnibus de la C.U.T.C.S.A. (Compañía uruguaya de transportes colectivos, S.A) en Montevideo. Eran ómnibus de los viejos, con carteles de prohibido salivar, y con el volante a la derecha. Pero lo importante era que me avergonzaba no alcanzar las agarraderas. Hasta que un día, en puntas de pie, conseguí tocarlas. No recuerdo el día, pero sí mi satisfacción.Y así se pasó la vida, acumulando estos logros, que en su época parecían supremos. Como el primer beso en mi adolescencia. Caminando a su lado por un parque me debatía entre la atracción de su beso y el miedo de su rechazo. En ese ramo hubo otras primeras veces, pero como aquella, ninguna.Más tarde me nombraron capitán de rugby y a...
Navigare necesse est, by Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Navigare necesse est, by Alfredo Behrens

leer en españoller em portuguêsWhen changing countries we have a lot to learn. I come from a country with a lot of young people. There are young people walking dogs, up to a dozen of them at the same time. Those young men look like Charlton Heston driving his carriage at Ben-Hur.If the allegory didn't seem strange to you, it's because you're more or less my age.Around here, I saw an elderly walker a while ago. She was also not young and walked propping up five old ladies at the same time. The walker was like in the center of the gang, two of the oldest on each side and on the sides of these, the ones that were left. They all went with shaky steps, clinging to each other as best they could. It seemed that if one fell they would all be scattered on the ground. Seeing them was as beautiful as...
Pó de estrelas, por Alfredo Behrens
102a, Alfredo Behrens

Pó de estrelas, por Alfredo Behrens

leer en españolread it in EnglishJuan pode ser fruto dos livros que seus pais leram.Nunca liam para Juan, não tinham tempo. Eles brigavam muito e o pai de Juan abandonou a casa e os livros quando Juan ainda era criança. A mãe guardou os livros num sótão como pondo um cordão sanitário entre Juan e os livros do marido fugido.Com o tempo, Juan descobriu aqueles livros e começou a lê-los. Foi assim que ele descobriu seu pai. Um desses livros se chamava Desfile de estrelas. Era sobre as próprias estrelas, suas distâncias, luminosidade e outras ervas. As estrelas tinham nomes como Sirius, Betelgeuse. Nada a ver com as revistas de astros que sua mãe lia, na revista Écran. Por lá desfilavam estrelas de cinema com nomes como Elizabeth Taylor e Kim Novak.Juan cresceu e descobriu outro livro de seu p...
Alfredo Behrens

El perro y su Juan, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishJuan era un hombre de mediana edad que había vivido una vida solitaria y sin mucho éxito. Era un hombre amable y trabajador, pero tampoco había logrado hacer muchas amistades en su vida. Nunca había estado en una relación significativa y no tenía familia cercana. Era lo que llamamos un pobre tipo solo.A pesar de esto, Juan seguía adelante con su vida y se esforzaba por ser feliz. Sin embargo, había días en los que se sentía abrumado por la soledad. A menudo se preguntaba si había algo mal con él o si simplemente no tenía suerte en la vida.Un día, mientras caminaba por la calle, vio a un perro abandonado en un callejón. El perro parecía estar hambriento y asustado, y Juan sintió empatía por él. Decidió llevárselo a casa y cuidarlo.A partir de ese día, el pe...