Sim, Rosita,
por Fernando Carmino Marques
leer en españolNo início era a velha do quinto andar que demorava exatamente 52 segundos, quando entrava no elevador e me sorria, arrastando o cesto de compras com rodinhas, sem imaginar que me obrigava a acelerar o passo para não chegar atrasado ao Call Center onde meses e meses suportei a estúpida arrogância do chefe (manager, dizia ele enfatizando-se) e as frustrações de quem reclamando dos serviços prestados perdia a paciência comigo. Depois, deixei de me perguntar por que saía ela tão cedo de casa e dei por mim sentindo a ternura que ela tinha no olhar. Certo dia o vizinho do quarto andar D, que também se arrastava, entrou no elevador meteu conversa com ela e fiquei a saber que se chamava Rosette. Vivia só, raramente alguém a visitava e se familiares tinha nunca os vi. Entre dúvida e ...






