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Alfredo Behrens

Re-encontro de almas, por Alfredo Behrens
93b, Alfredo Behrens

Re-encontro de almas, por Alfredo Behrens

leer en españolEsta crónica sigue la https://atril.press/encontro-de-almas-por-alfredo-behrens/Lembram daquele bom sujeito que encontrei numa paragem de metrô no Porto, e que com passos cansados buscava um emprego como chapista? Pois é, não conseguiu esse emprego. Mas, tempos mais tarde o vi descendo de um metrô numa paragem onde, numa esplanada, eu bebia um café.O curioso foi que ao descer do metrô ele me encarou e sem me reconhecer me perguntou em que paragem estava: "Brito Capelo" respondi-lhe, ainda tentando entender de onde o conheceria. Ele já retomava o caminho quando percebi que era o mesmo chapista e chamei-o pela sua profissão.  Ao se virar gentilmente deixou entrever que me conheceria mas não parecia ter certeza. Mesmo assim aceitou meu convite a um café, e, feitos os protocolos...
Silenciosamente, por Alfredo Behrens
91b, Alfredo Behrens

Silenciosamente, por Alfredo Behrens

leer en españolA minha mulher contou-me o caso desta velhinha que, apesar de ser normalmente parcimoniosa, ao encontrar na rua uma amiga que não via há algum tempo, disse-lhe: Margarita!! Você está viva! Achei que você tinha morrido!Bem, coisas velhas, você dirá. O córtex frontal do cérebro, responsável controle dos impulsos, é o último a se formar e o primeiro a se decompor. Talvez por isso os velhos digam coisas de crianças. Seja como for, imagine a sensação da Margarita!Mas não acontece apenas com os velhos.Eu estava no Rio de Janeiro, já aceito para o doutorado em Cambridge e havendo desfrutado dos diversos "bota foras" oferecidos pelos meus amigos. Mas, aconteceu que não poderia deixar o país sem a assinatura do ministro responsável pelo meu emprego na época. O ministro demorou demais...
Melhor sair de fininho, por Alfredo Behrens
89c, Alfredo Behrens

Melhor sair de fininho, por Alfredo Behrens

leer en español   É meio esquisito perceber que ainda está vivo quem achávamos desaparecido. Assim me ocorreu com Paul Anka, coitado. Levei um susto quando vi anunciado num shopping do Porto que este bom cavalheiro por aqui brevemente aportaria com a sua música. Inicialmente pensei que poderia ser algum filho como o mesmo nome. Mas, não, a foto no anúncio era de alguém que hoje teria a cara do Paul Anka se fosse o mesmo que na minha adolescência eu tinha por músico, se bem nem lembrasse ao certo que musica tocava.Mas, Paul Anka não foi o único que retornou dos mortos da minha memória. Chubby Checker foi outro, deste lembro que foi o Rei do Twist. Kim Novak é outra, como assim também Dick van Dyke. Na certa os mais jovens não saberão de quem estou falando, mas, esses nomes eram os dos que t...
Sou teu espelho, por Alfredo Behrens
87b, Alfredo Behrens

Sou teu espelho, por Alfredo Behrens

leer en español   A propósito do Carnaval, há um par de anos que gostei de ver uma máscara de Carnaval veneziano feita pela artista portuguesa Joana Vasconcelos. A máscara teria uns quatro metros de comprimento por uns dois metros de altura.A máscara da Joana era composta por dezenas de pequenos espelhos fixados para seguir a forma da máscara. Como esta tinha a forma ondulada das máscaras venezianas, e os espelho eram planos, eles acompanhavam algo mal a forma da máscara, e por isso refletiam imagens não apenas truncadas, mas também em ângulos diferentes.Ainda, a máscara tinha espelhos dos dois lados. Na frente, ou seja, de quem olhava para a máscara, e no verso, como seria no caso de quem com ela cobrisse a sua cara.Tal vez o mais curioso fosse o efeito que a máscara tinha sobre os visita...
O teste da raposa, por Alfredo Behrens
85a, Alfredo Behrens

O teste da raposa, por Alfredo Behrens

leer en español   “Mas, quando você acha que um casamento não vale mais a pena? Disparou o paciente ao seu terapeuta.Convenhamos que não é uma pergunta fácil, mesmo para os que tenhamos incorrido em diversas falências do gênero. Nem deve ser fácil para um psicanalista, mesmo assim ele teve a coragem de responder: estaria próximo da falência um casal no qual os parceiros se recusam a dar sustentação, a ampliar os limites dos sonhos do outro.Tempos faz que li Epifanía, uma poesia de Ted Hughes refletindo sobre a falência do casamento que ainda mantinha com Silvia Plath. Em Epifainía, Hughes se dirigia apressado ao Metro londrino que o levaria para a casa do casal ao entardecer. Instantes antes de descer para o Metro percebeu um olhar inusitado; efetivamente, era o olhar de um bebê de raposa ...
La prueba del zorro, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

La prueba del zorro, por Alfredo Behrens

ler em português“Pero ¿cuándo crees que un matrimonio ya no vale la pena? Le disparó el paciente a su terapeuta.Seamos realistas, no es una pregunta fácil, incluso para aquellos que hemos incurrido en varias quiebras de este tipo. Tampoco debería ser fácil para un psicoanalista, aun así, él tuvo el coraje de responder: "estaría al borde de la quiebra una pareja en la que los que la integran se niegan a ampliar los límites de los sueños del otro."Hace tiempo que leí Epifanía, un poema en el cual Ted Hughes reflexionaba sobre el fracaso del matrimonio que aún mantenía con Silvia Plath. En Epifanía, Hughes se dirigía apresuradamente al metro de Londres que lo llevaría a la casa de la pareja al anochecer. Momentos antes de bajar al Metro Hughes notó una mirada inusitada; de hecho, era la de un...
Pedro e as gêmeas, por Alfredo Behrens
83b, Alfredo Behrens

Pedro e as gêmeas, por Alfredo Behrens

leer en español    Na Universidade, Pedro conheceu as gêmeas Maria e Josefina. Ambas eram charmosas, bonitas, discretas, carinhosas. Pedro era louco pelas duas, mas sentia uma atração especial por Maria, que por sua vez ela parecia retribuir, o que costuma despertar o amor. Mas durante uma soneca, José sonhou que Josefina tinha desenvolvido um tumor no cérebro. Josefina morreria a menos que recebesse um cérebro doado. Mas o único cérebro compatível para Josefina era justamente o de Maria. Pedro discutiu com Maria porque não podia permitir que ela doasse seu cérebro para Josefina. Mas acontece que Maria morreu em um acidente de trânsito. Os médicos prontamente transplantariam o cérebro de Maria para a cabeça de Josefina. Aflito com a morte de Maria, Pedro esperou pelo que pareceram milh...
Alfredo Behrens

Cuentos de Brooklyn, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsEra un hermoso día de invierno y Augusto decidió tomar un café no Guevara's de Brooklyn. A pesar del frío, el día estaba muy claro, y el sol bañaba la terraza, por eso decidió sentarse afuera. ¡Poco después apareció esta mujer fabulosa que era la viva imagen de Betty Boop! A ella no parecía importarle que todos los hombres del patio la escudriñaran. Se limitó a sentarse sola en la terraza a tomar su café con leche de almendras, de espaldas a todas las miradas masculinas, que, aunque políticamente correctas no despreciaban la belleza femenina. Luego estacionó a contramano un Tesla color vino que en el capó tenía un grafiti naranja psicodélico que decía Jolly Roger.  ¡Y del Tesla salió un tipo con aires de perezoso distinguido que parecía un cruce entre el Capitán Garfio y el...
Histórias de Brooklyn, por Alfredo Behrens
82c, Alfredo Behrens

Histórias de Brooklyn, por Alfredo Behrens

leer en español   Era um esplendoroso día de inverno. Augusto decidiu tomar um café no Guevara's do Brooklyn. Apesar do frio, o dia estava muito claro, e o sol banhava a esplanada. Por isso ele decidiu sentar do lado de fora. Logo depois apareceu essa mulher fabulosa que era a imagem viva da Betty Boop! Ela parecia não se importar com que estava sendo observada por todos os homens no pátio. Apenas sentou sozinha na esplanada para tomar seu café com leite de amêndoas, de costas para todos os olhos dos homens, que embora políticamente corretos, ainda não desprezavam a beleza feminina. A seguir estacionou na contramão um Tesla cor vinho que no capô tinha um grafite psicodélico alaranjado que dizia Jolly Roger! E não foi que desse Tesla saiu um sujeito com ares de distinto preguiçoso que parec...
 Do Brasil para o mundo, por Alfredo Behrens
80b, Alfredo Behrens

 Do Brasil para o mundo, por Alfredo Behrens

leer en español   A expansão internacional dos modernos esportes de equipe competitivos são uma consequência do poder imperial. Foi assim que a Grã-Bretanha exportou tênis, futebol, críquete, polo e rúgbi. Ou como os Estados Unidos exportaram beisebol e basquete. Mas, o futebol norte-americano - com todos os seus equipamentos de proteção - teria sido muito caro para se tornar um esporte de massa mundial. Da mesma forma com polo britânico ou o rugby.Mas o futebol é muito acessível, tanto em termos de equipamentos quanto de requisitos de espaço; afinal, 22 jogadores podem ser amontoados para chutar uma bola de pano em um campo relativamente pequeno.O que surpreende é que o Brasil, através de Pelé, conseguiu contribuir para o desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos.Talvez Henry Kissinge...
A garota da biblioteca, por Alfredo Behrens
76c, Alfredo Behrens

A garota da biblioteca, por Alfredo Behrens

leer en español    Na praia de Ipanema, passeava uma universitária de quem eu gostava. Eu disse a ela o que pensei ser um elogio e ela retribuiu com uma rejeição irreconciliável: me disse para não ser tão uruguaio! Mas eu era um novato no Brasil, uruguaio era a única coisa que sabia ser, e achava que o fazia direitinho. Foi difícil, ainda mais porque eu estava muito sozinho. O tempo passou e eu avistei na biblioteca da faculdade outra garota de quem eu gostava, e que achava que me aceitaria melhor. Ainda inseguro quanto à minha estratégia de aproximação, não fosse que ia achar a minha mão boba, no bar da faculdade pedi-lhe se podia acariciá-la. Acontece que ele disse sim e fizemos mais do que carícias ao longo de várias décadas, com amor e ódio, aos dois lados do Oceano Atlântico, ao N...
Platón y McDonald’s, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Platón y McDonald’s, por Alfredo Behrens

ler em português   Parece que fue Platón quien dijo que necesidad es la madre de la invención, y como anillo al dedo le viene el proverbio a la solución de un tipo que abrió un McDonald’s cerca de la base militar Fort Huachuca, en Arizona.Al principio creyó que, con la cercanía a los millares de soldados aburridos y hambrientos, su local sería un éxito. Pero no contaba con que las reglas imperantes impedían a los soldados de Fort Huachuca andar por la calle en uniforme militar. Sin los soldados como clientes tendría que cerrar en breve porque no había otra fuente de clientes suficientemente cerca. Como una hamburgesa de McDonald’s podría no ser suficiente incentivo para que los soldados se cambiasen de ropa para llegar a su restaurante y volver al Fuerte, la solución era atraerlos uniforma...