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Alfredo Behrens

Desviamos o olhar – Alfredo Behrens
33b, Alfredo Behrens

Desviamos o olhar – Alfredo Behrens

leer en españolAo encontro de um amigo poeta, caminhava por um passeio no centro do Porto. A calçada era daquelas que de tão estreitas que mal cabe uma pessoa andando e prefere-se fazê-lo encostado na parede para evitar os carros. Não era como me deixar levar pelos meus pensamentos, mas nisso estava quando de repente encontrei o olhar de uma mulher que apenas mexia o prato de arroz com o garfo enquanto fingia ouvir mais uma vez o desabafo do companheiro da mesa.Como a calçada era muito estreita e a mesa deles ficava encostada na janela do restaurante, apenas alguns palmos separavam meus olhos dos dela. Mas aquele momento foi o suficiente para eu entender aquela mulher, e nós dois desviamos o olhar como se reconhecêssemos que essa intimidade nós era proibida.Ainda impressionado com a experi...
El arte libera – Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El arte libera – Alfredo Behrens

ler em portuguêsSon pobres de formación las personas cuyos temas de conversación a duras penas salen del sexo y el fútbol. Cambiar eso a escala nacional lleva mucho tiempo. Pero en tu propio entorno se puede hacer algo. Se puede hacer en el lugar de trabajo. ¿Qué tal reservar ahí un espacio para promover el enriquecimiento colectivo? Puede ser una pequeña biblioteca para prestar libros para colegas. A su alrededor se podrían organizar pequeñas reuniones para hablar de un libro.¿Qué necesitarías? Dependerá del número de personas en tu trabajo. Pero, puede comenzar con una sala de 5 a 10 metros cuadrados y de 50 a 100 libros en los estantes. ¿Sólo libros? ¿Necesitas un lugar físico hoy, con tanto gratis en internet? Sí, hay muchas cosas buenas gratis en Internet. Pero verás que necesitarías ...
O inconsciente coletivo de uns e outros – Alfredo Behrens
29a, Alfredo Behrens

O inconsciente coletivo de uns e outros – Alfredo Behrens

ler em espanholEm Berlim no início dos anos 30, Werner e Jacob bricancam na rua depois da escola. Frequentemente, um ia à casa do outro para comer um lanche antes de dormir cada um na sua casa, embora às vezes dormissem na casa do outro. Em ambas as casas, se falava do terror que fora o período em que os preços das coisas aumentavam de hora em hora, enquanto os salários aumentavam apenas no final do mês, se tanto.Era uma amizade como qualquer outra, ou parecia sê-lo. Mas, com o tempo, Jacob se sentiu menos bem-vindo na casa de Werner, onde era cada vez menos convidado para o lanche e nunca mais para dormir. Pouco depois veio Kristallnacht, e a família de Jacob escapou como pôde. Eles foram para a Palestina para se ajeitarem na vida. Não foi fácil e menos ainda para Jacob, que não tinha ami...
Alfredo Behrens

Papas fritas, Bach e Noguchi – Alfredo Behrens

ler em portuguêsHay a quienes les gusta el pollo con papas fritas. También hay a quienes les gusta escuchar composiciones de Beethoven, e inclusive de Mozart y de Bach. Lo curioso es que media un siglo entre Bach y Beethoven. Sin embargo, creo que somos más selectivos en cuanto a nuestras preferencias por los pintores.Me explico, Beethoven nació en 1770, el pintor inglés Turner en 1775. Podemos imaginar a quien les guste los dos, escuchar a Beethoven y mirar las pinturas de Turner, precursor del impresionismo.Pero J.S. Bach nació en 1685 y tendríamos dificultad en encontrar quien aprecie escuchar a Back y admire a sus contemporáneos en pintura, como Jean Baptiste Oudry.También podemos imaginar que alguien disfrute de escuchar a Shostakovich, y que le guste menos los impresionistas, prefiri...
O cocó do cavalo do bandido – Alfredo Behrens
23c, Alfredo Behrens

O cocó do cavalo do bandido – Alfredo Behrens

  leer en español A fase de expansão de um ciclo de negócios é quando o emprego é fácil e os sorrisos também. Infelizmente os ciclos de expansão costumam ser seguidos da fase de contracção, quando as pessoas são desempregadas e entristecem. Lá pelos anos 80 do século 19 um sujeito declarou que os ciclos económicos eram regulares ao ponto de serem causados pelas manchas solares, também regulares. Todos riram dele, mesmo apesar de ele ter sido um dos economistas ingleses mais famosos do seu tempo. William Stanley Jevons era seu nome. Foi tal a sorna com a qual a proposta do William foi recebida, que seu filho, já no início do século 20, tomou para si recuperar o prestígio do pai. Não conseguiu. Não é difícil entender por que. Jevons pai falava numa época na qual a agricul...
Dos en una – Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Dos en una – Alfredo Behrens

ler em português Eran dos hermanas gemelas muy queridas. Lindas, inteligentes ambas. A pesar de que tenían valores muy parecidos, una se inclinaba para las ciencias y la otra para las artes. María era la futura científica, aún no se sabía si seria para las matemáticas o la física, o si optaría por las ciencias de la vida. Joana, en cambio, mostraba una inclinación más definida por las artes escénicas. Llegaba a ser histriónica, y era muy atractiva. Miguel las conocía desde joven, pero como partió al exterior por sus estudios, solo retomó contacto con ellas a eso de sus 25 años y se enamoró perdidamente de Joana, la histriónica. Se casaron y fueron felices hasta que a ella le sobrevino un tumor cerebral y apenas un trasplante de cerebro la salvaría. Por esos días María, la hermana cient...
Pedras preciosas,<br/> por Alfredo Behrens
114c, Alfredo Behrens

Pedras preciosas,
por Alfredo Behrens

leer en español      Eu tinha cerca de 14 anos e morava em Montevidéu. O pai de um amigo tinha uma agência de viagens e me ligou para ajudá-lo. Ele me pediu para guiar um grupo de turistas americanos que visitaria alguns lugares de Montevidéu. Eram pessoas bastante idosas, e entre elas uma senhora chamou-me a atenção porque colecionava pedrinhas em todos os locais onde parávamos. Ela explicou que estava levando as pedrinhas para os netos. Eu disse a ela que tinha uma coleção de pedrinhas muito mais bonita em minha casa e que as levaria com prazer para ela. Ao que ele respondeu que me pagaria um dólar por eles. Naquela época, um dólar para uma criança era muito dinheiro. Hoje seriam uns dez dólares. Naquela noite, em casa, contei à minha mãe que havia ganhado um dólar e enchi uma caixa de c...
Marcos na minha vida, por Alfredo Behrens
108c, Alfredo Behrens

Marcos na minha vida, por Alfredo Behrens

leer en españolread it in EnglishNão me lembro quando cheguei às alças penduradas nos tetos dos ônibus da CUTCSA (Compañía uruguaya de transportes colectivos, S.A) em Montevidéu. Eram os ônibus antigos, com placas proibindo a salivação e com o volante à direita. Mas o importante era que eu tinha vergonha de não conseguir alcançar as alças. Até que um dia, na ponta dos pés, consegui tocá-las. Não me lembro do dia, mas me lembro da minha satisfação.E assim a vida seguiu, acumulando essas conquistas, que na época pareciam supremas. Como o primeiro beijo em minha adolescência. Caminhando ao lado dela em um parque, fiquei dividido entre a atração de seu beijo e o medo de sua rejeição. Houve outras primeiras vezes nesse ramo, mas nenhuma como aquela.Mais tarde, fui nomeado capitão de rúgbi e por...
Amor y ruina en el Amazonas, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Amor y ruina en el Amazonas, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishComo estudiante de doctorado en Cambridge, investigaba en los archivos públicos del gobierno del Reino Unido. Leyendo los índices, me llamó la atención el torrente de misivas entre el Ministerio de RREE del gobierno de Su Majestad y Edward Swann. La saga de este individuo, luchando contra la indiferencia de los imperios, me cautivó y copié todos los intercambios. Durante cuatro décadas llevé conmigo esta correspondencia por siete ciudades de tres continentes, hasta que la escribí en Oporto.A mediados del siglo XIX, Edward, un estudiante de Cambridge, fue al Amazonas para derrotar el núcleo de la teoría de la evolución de Darwin. Desafortunadamente, un delegado corrupto acusó a Edward de espiar para los británicos. Edward fue encarcelado en el calabozo de u...
The dog and his Juan, by Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

The dog and his Juan, by Alfredo Behrens

leer en españoller em portuguêsJuan was a middle-aged man who had lived a lonely and unsuccessful life. He was a kind and hard-working man, but he hadn't managed to make many friends in his life either. He had never been in a significant relationship and had no close family. He was what we call a lonely guy.Despite this, Juan moved on with his life and strove to be happy. However, there were days when he felt overwhelmed by loneliness. He often wondered if there was something wrong with him or if he just wasn't lucky in life.One day, while he was walking down the street, he saw an abandoned dog in an alley. The dog seemed to be hungry and scared, and Juan felt empathy for him. He decided to take him home and take care of him.From that day on, the dog became Juan's company. He fed him and t...
Tempos modernos, por Alfredo Behrens
97b, Alfredo Behrens

Tempos modernos, por Alfredo Behrens

leer en españolJosé foi uma vítima da modernidade. Sofria de solidão e houve um tempo simples em que telefonava a uma jovem Estefânia que o deixava exausto na cama. O preço era razoável e ela não o incomodava entre os actos. Sempre que ele a chamava, Estefânia podia vir. Mas acontece que ela e umas amigas formaram uma cooperativa e quando José ligava para o mesmo número, qualquer mulher vinha.José fez as contas e acabou por encontrar no Tinder uma mulher na casa dos cinquenta anos, com um sorriso diáfano de dentes brancos e alinhados. Chamava-se Maria e com ela estabeleceu uma relação satisfatória, inclusive porque Maria também cuidava da casa.Tudo corria mais ou menos bem até que Maria começou a receber e-mails com a gramática de vigaristas que lhe exigiam o pagamento de prestações mensai...
Regresión al centro, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Regresión al centro, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishNo todos los días leemos noticias divertidas. Pero me gustó la del hipster que demandó a una revista por publicar una foto suya bajo el titular "Todos los hipsters se parecen".  Casi podíamos sentir el dolor del tipo cuya identidad había sido socavada ¡Hasta que la revista demostró que la foto no era suya! En otras palabras, los hipsters se parecen tanto que ni siquiera él mismo se dio cuenta de que no era él.Pero hay un problema mayor. El mundo se está pareciendo demasiado. Quién sabe cuándo empezó. Pero no puede haber sido mucho después de Muzak, esa música indescriptible que sonaba en las tiendas como masajeándote para que compraras más. El nombre Muzak tampoco tenía mucho de original, ya que estaba compuesto por la primera sílaba de música y la última ...