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Alfredo Behrens

Traición, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Traición, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsCorrían los años 50 del siglo XIX cuando, acusados de espionaje, los científicos Edward, británico, y Jean, francés, compartían celda en una prisión del Amazonas. Edward le dijo a Jean que cuando viajaba a Brasil en el barco británico Perseverance, el capitán prefirió evitar Pernambuco, debido a una revuelta que estaba ocurriendo allí. Los insurgentes habían tomado la ciudad durante varios días, causando grandes pérdidas a los representantes del Perseverance.Jean le dijo a Edward que no se preocupara, porque aunque la compensación podría llevar tiempo "lo recuperarán todo. ¡Siempre es así!".Edward, respondió que el cónsul británico en Pernambuco, ahora refugiado en Perseverance, no creía que el gobierno brasileño pudiera indemnizarlos porque si las autoridades no lograron i...
El tren fantasma, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El tren fantasma, por Alfredo Behrens

ler em português   Ahuyentado por las sirenas y las ratas de Nueva York, Augusto se zambulló en un Metro. Para peor, era el de la línea 3, que lleva gentes del Harlem hasta Brooklyn. Tanto el Metro como la gente parecen caerse a pedazos. Aunque en tonos diferentes el Metro y los pasajeros aúllan, y asustan. Augusto se baja en Columbus buscando una transferencia y se pierde. Dicen que se le vio, pasaporte uruguayo en mano, pidiendo por un tren fantasma a Montevideo.Digo esto porque el pandemonio de un viaje en Metro que me narró Augusto en el hospicio me recordó al que Augusto quería tomar a Montevideo. Se llamaba el Tren Fantasma. No llevaba a ninguna parte, pero te transportaba a un mundo de horrores en el parque de diversiones que homenajeaba al educador Rodó.  Uno se subía a un carrito ...
O Trem Fantasma, por Alfredo Behrens
81b, Alfredo Behrens

O Trem Fantasma, por Alfredo Behrens

ler em espanhol   Perseguido pelas sirenes e ratazanas de Nova Iorque, Augusto mergulhou num Metrô. Para piorar, era a linha 3, que leva as pessoas do Harlem ao Brooklyn. Tanto o metrô quando as pessoas parecem se desfazerem em pedaços. Embora em tons diferentes, o metrô e os passageiros uivam e assustam. Augusto desceu em Columbus buscando uma transferência e se perdeu. Dizem que foi visto, com um passaporte uruguaio na mão, pedindo pelo trem fantasma para Montevidéu.Conto isto porque o pandemônio da viagem de Metrô que Augusto me contou no hospício me lembrou àquele trem que Augusto queria pegar para Montevidéu. Era chamado de Trem Fantasma. Não levava a lugar nenhum, mas te transportava para um mundo de horrores no parque de diversões que homenageava ao educador Rodó. No tal de Trem Fan...
Genealogía para pies descalzos, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Genealogía para pies descalzos, por Alfredo Behrens

ler em português   Hay un tipo de mono originario del Zaire al que llaman Bonobo. Pues bien, Bonobo no significa nada en el Zaire. Parece que el progenitor del mono de Bonobo fue un error tipográfico. La jaula con la que enviaron al mono a Europa debía decir Bolobo como ciudad de origen, pero alguien escribió Bonobo y así se le quedó pegado el nombre al mono y a sus descendientes.No es tan raro. Desde Montevideo llevo el apellido Peretz, por mi padre. Resulta que, en español, Peretz suena muy parecido a Pérez, un apellido mucho más probable por allá. Pues en Montevideo me hastié de corregir a la gente que entendía Pérez cuando yo decía Peretz, hasta que decidí irme a Brasil. Ahí Peretz sigue siendo un trabalenguas, pero no suena parecido a nada, así que a lo sumo la gente me pedía que repi...
Por un hiyab transparente, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Por un hiyab transparente, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsEn Irán se persigue a las mujeres que no quieren cubrirse la cabeza con el hiyab. Recuerdo que hasta no hace mucho las mujeres entraban en las iglesias con sus cabezas cubiertas por un velo. No recuerdo que alguien se haya ensañado con alguna por rehusarse a usar el velo.En realidad, los siglos de ocupación musulmana en la península ibérica dejaron muchas marcas. Después de todo era común que las viudas se vistiesen de negro de pies a cabeza, tanto en Portugal cuanto en España. De lejos, podrían haber pasado por mujeres musulmanas.¿Cuánto demoran los hábitos en cambiar? Tal vez no en Irán, pero vivimos en tiempos acelerados.Cuando Gutenberg innovó con su imprenta, ningún género de literatura tuvo lectores más ávidos que los lectores de biblias. Pero en aquella época se viví...
Ausentes embora presentes, por Alfredo Behrens
66b, Alfredo Behrens

Ausentes embora presentes, por Alfredo Behrens

Previous Next Fotos Alfredo Behrens leer en españolMesmo hoje, muitas pessoas têm de sair da casa para ir ao local de trabalho. Este, em princípio, seria um lugar para sofrer. No final das contas, trabalhar deriva de tripalium, um instrumento com três paus usado em tempos remotos para tortura. Ou seja, as pessoas ainda hoje sentiriam que saem de casa para serem torturadas no trabalho. Vai ver que nem tanto, e nem todas, mas trabalho passou a representar algo a ser evitado.E na casa? Vai ver que nela muitos sofrem de outro tipo de tripalium. Por isso a transição da casa ao trabalho seria um momento de liberação. De facto, alguns antropólogos foram surpreendidos pelos seus entrevistados ao eles se referirem positivamente ao esse tempo gasto entre a cas...
Las estrellas y yo, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Las estrellas y yo, por Alfredo Behrens

ler em português  Hace demasiado tiempo que no veo las estrellas. He vivido por muchos años en ciudades que, de tan iluminadas, no me las dejan ver. Cuando las veía, soñaba. No recuerdo bien qué, pero el solo verlas me transportaba a la posibilidad de otras vidas, de otros mundos. Por esa época leí a Asimov y otros. No me interesaba tanto el nombre de ésta o de aquella otra estrella, menos aún me interesaba su edad, pero sí me enardecía la maravilla de la búsqueda por la comprensión del cosmos. Quién giraba en torno de quién. Que si el universo se expandía o no. Quienes buscaban suprimir el conocimiento, se aferraban a un mundo que sucumbiría al abrir una sola hendija que fuera.Era tan interesante mirar a las estrellas como imaginarse la pobreza de los individuos agarrados a su ignorancia....
Não lhe deram paz, por Alfredo Behrens
61a, Alfredo Behrens

Não lhe deram paz, por Alfredo Behrens

leer en españolEle era conhecido como o Deus Verde. Vestia uma túnica esfarrapada, andava descalço e tinha uma barba desgrenhada. Morava numa pequena choupana na entrada de uma floresta. Acho que foi daí que surgiu a coisa do Verde.A coisa do Deus veio do fato de que ele pregava, geralmente contra a Igreja Católica. Houve quem se lembrasse de que ele havia sido seminarista e que, dececionado, deixou o seminário para pregar o desapego. A verdade é que ele argumentava que um filho de Deus não tinha o direito de andar com roupas caras enquanto havia tantos pobres à solta.Ele não mexia com ninguém. Porque não incomodava, era bastante ignorado, exceto pelos párocos, que advertiam seus paroquianos contra os falsos profetas. Se lhe dessem pão, ele agradecia. Se lhe davam muito, ele distribuía ent...
Parafraseando o Papa no Canadá, por Alfredo Behrens
58c, Alfredo Behrens

Parafraseando o Papa no Canadá, por Alfredo Behrens

 leer en españolRecentemente o Papa Francisco viajou ao Canadá no que ele chamou de uma peregrinação penitencial. Foi um ato de contrição motivado pelos abusos perpetrados por mais de um século, por agentes da Igreja Católica contra populações indígenas, em especial as crianças. O belíssimo discurso do Papa podia ser interpretado à luz de tantos outros atropelos ao longo do tempo; não apenas pela Igreja Católica, nem só contra as crianças. Por isso eu tomei a liberdade de parafrasear o ato de contrição papal no seguinte poema, inspirado, muito de leve, na técnica de blackout poetry. Na sua versão mais estrita, blackout poetry consiste em construir um poema unicamente selecionando as palavras que sequencialmente aparecem num texto maior. Um exemplo muito exitoso desta técnica é livro Recons...
O ursinho de pelúcia, por Alfredo Behrens
56b, Alfredo Behrens

O ursinho de pelúcia, por Alfredo Behrens

leer en españolO menino teria uns sete anos e cara de quem ainda se mijava nas calças. Num braço ele segurava um ursinho de peluche e com a outra mão agarrava a saia da mãe, quem estava de pé e comprando uma peça de acém no açougue do supermercado. O açougueiro estava prestes a cortar a peça quando apareceu um homem de meia idade que, em voz alta e na frente das pessoas que faziam a fila no açougue, pediu perdão a ela. Como que não era com ela, a mulher com o olhar indicou ao açougueiro que queria mesmo que ele cortasse a peça de acém. Mas, o homem voltou a interromper pedindo perdão, agora em voz ainda mais alta. Todos os presentes começavam a ficar inquietos, sobretudo a mulher à qual este homem pedia perdão. O menino começou a puxar da saia da mãe pedindo para irem embora. O açougueiro ...
Há carvão que não arde, por Alfredo Behrens
55b, Alfredo Behrens

Há carvão que não arde, por Alfredo Behrens

leer en españolQueen Loretta é uma série, disponível no Netflix, que vale ver mesmo não sendo nada pretensiosa. A série é polonesa e trilha um caminho relativamente conhecido. Por um lado, temos o dos contrastes entre os mundos pequenos, xenófobos, homofóbicos, e um mundo maior e mais evoluído; por outro, o das dificuldades de alguém que gostaria de transitar nos dois mundos, mas que percebe rejeições em ambos. Nisto dos contrastes e das dificuldades, o filme tem muito no qual muitos imigrantes poderiam se identificar. Mas em Queen Loretta há um twist adicional que evitarei para não criar um spoiler.Ao contrário de muitos filmes do Leste Europeu de meados do século passado, penso aqui em como Cinzas e Diamantes (1958) do Andrzej Wajda, ou Comboios Rigorosamente Vigiados (1966), de Jiří Men...
El lado oscuro de la Luna, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El lado oscuro de la Luna, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsDicen que la soledad es mala consejera. Creo que tienen razón. Hace muchos años este hombre estaba más solo que la campanada de la una. Estudiaba para su doctorado en una universidad sajona donde al llegar recibió de su tutor algunas instrucciones, al final de las cuales le explicó que se saludarían estrechándose la mano dos veces durante su estadía: la primera vez ya había ocurrido hacía unos minutos, y la segunda sería cuando partiera definitivamente. Así mismo. Así se dio cuenta que en ese lugar no habría lugar para el amor.Pero sediento de amor se apasionó de lo más próximo que encontró; una paquistana de tez blanca y largo cabello negro. Era bonita y muy inteligente, pero de no haber sido por su soledad no habría sucumbido a ella tan rápidamente y tan hondo. Sin embarg...