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Alfredo Behrens

Amor y ruina en el Amazonas, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Amor y ruina en el Amazonas, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishComo estudiante de doctorado en Cambridge, investigaba en los archivos públicos del gobierno del Reino Unido. Leyendo los índices, me llamó la atención el torrente de misivas entre el Ministerio de RREE del gobierno de Su Majestad y Edward Swann. La saga de este individuo, luchando contra la indiferencia de los imperios, me cautivó y copié todos los intercambios. Durante cuatro décadas llevé conmigo esta correspondencia por siete ciudades de tres continentes, hasta que la escribí en Oporto.A mediados del siglo XIX, Edward, un estudiante de Cambridge, fue al Amazonas para derrotar el núcleo de la teoría de la evolución de Darwin. Desafortunadamente, un delegado corrupto acusó a Edward de espiar para los británicos. Edward fue encarcelado en el calabozo de u...
The dog and his Juan, by Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

The dog and his Juan, by Alfredo Behrens

leer en españoller em portuguêsJuan was a middle-aged man who had lived a lonely and unsuccessful life. He was a kind and hard-working man, but he hadn't managed to make many friends in his life either. He had never been in a significant relationship and had no close family. He was what we call a lonely guy.Despite this, Juan moved on with his life and strove to be happy. However, there were days when he felt overwhelmed by loneliness. He often wondered if there was something wrong with him or if he just wasn't lucky in life.One day, while he was walking down the street, he saw an abandoned dog in an alley. The dog seemed to be hungry and scared, and Juan felt empathy for him. He decided to take him home and take care of him.From that day on, the dog became Juan's company. He fed him and t...
Tempos modernos, por Alfredo Behrens
97b, Alfredo Behrens

Tempos modernos, por Alfredo Behrens

leer en españolJosé foi uma vítima da modernidade. Sofria de solidão e houve um tempo simples em que telefonava a uma jovem Estefânia que o deixava exausto na cama. O preço era razoável e ela não o incomodava entre os actos. Sempre que ele a chamava, Estefânia podia vir. Mas acontece que ela e umas amigas formaram uma cooperativa e quando José ligava para o mesmo número, qualquer mulher vinha.José fez as contas e acabou por encontrar no Tinder uma mulher na casa dos cinquenta anos, com um sorriso diáfano de dentes brancos e alinhados. Chamava-se Maria e com ela estabeleceu uma relação satisfatória, inclusive porque Maria também cuidava da casa.Tudo corria mais ou menos bem até que Maria começou a receber e-mails com a gramática de vigaristas que lhe exigiam o pagamento de prestações mensai...
Regresión al centro, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Regresión al centro, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsread it in EnglishNo todos los días leemos noticias divertidas. Pero me gustó la del hipster que demandó a una revista por publicar una foto suya bajo el titular "Todos los hipsters se parecen".  Casi podíamos sentir el dolor del tipo cuya identidad había sido socavada ¡Hasta que la revista demostró que la foto no era suya! En otras palabras, los hipsters se parecen tanto que ni siquiera él mismo se dio cuenta de que no era él.Pero hay un problema mayor. El mundo se está pareciendo demasiado. Quién sabe cuándo empezó. Pero no puede haber sido mucho después de Muzak, esa música indescriptible que sonaba en las tiendas como masajeándote para que compraras más. El nombre Muzak tampoco tenía mucho de original, ya que estaba compuesto por la primera sílaba de música y la última ...
Re-encontro de almas, por Alfredo Behrens
93b, Alfredo Behrens

Re-encontro de almas, por Alfredo Behrens

leer en españolEsta crónica sigue la https://atril.press/encontro-de-almas-por-alfredo-behrens/Lembram daquele bom sujeito que encontrei numa paragem de metrô no Porto, e que com passos cansados buscava um emprego como chapista? Pois é, não conseguiu esse emprego. Mas, tempos mais tarde o vi descendo de um metrô numa paragem onde, numa esplanada, eu bebia um café.O curioso foi que ao descer do metrô ele me encarou e sem me reconhecer me perguntou em que paragem estava: "Brito Capelo" respondi-lhe, ainda tentando entender de onde o conheceria. Ele já retomava o caminho quando percebi que era o mesmo chapista e chamei-o pela sua profissão.  Ao se virar gentilmente deixou entrever que me conheceria mas não parecia ter certeza. Mesmo assim aceitou meu convite a um café, e, feitos os protocolos...
Silenciosamente, por Alfredo Behrens
91b, Alfredo Behrens

Silenciosamente, por Alfredo Behrens

leer en españolA minha mulher contou-me o caso desta velhinha que, apesar de ser normalmente parcimoniosa, ao encontrar na rua uma amiga que não via há algum tempo, disse-lhe: Margarita!! Você está viva! Achei que você tinha morrido!Bem, coisas velhas, você dirá. O córtex frontal do cérebro, responsável controle dos impulsos, é o último a se formar e o primeiro a se decompor. Talvez por isso os velhos digam coisas de crianças. Seja como for, imagine a sensação da Margarita!Mas não acontece apenas com os velhos.Eu estava no Rio de Janeiro, já aceito para o doutorado em Cambridge e havendo desfrutado dos diversos "bota foras" oferecidos pelos meus amigos. Mas, aconteceu que não poderia deixar o país sem a assinatura do ministro responsável pelo meu emprego na época. O ministro demorou demais...
Melhor sair de fininho, por Alfredo Behrens
89c, Alfredo Behrens

Melhor sair de fininho, por Alfredo Behrens

leer en español   É meio esquisito perceber que ainda está vivo quem achávamos desaparecido. Assim me ocorreu com Paul Anka, coitado. Levei um susto quando vi anunciado num shopping do Porto que este bom cavalheiro por aqui brevemente aportaria com a sua música. Inicialmente pensei que poderia ser algum filho como o mesmo nome. Mas, não, a foto no anúncio era de alguém que hoje teria a cara do Paul Anka se fosse o mesmo que na minha adolescência eu tinha por músico, se bem nem lembrasse ao certo que musica tocava.Mas, Paul Anka não foi o único que retornou dos mortos da minha memória. Chubby Checker foi outro, deste lembro que foi o Rei do Twist. Kim Novak é outra, como assim também Dick van Dyke. Na certa os mais jovens não saberão de quem estou falando, mas, esses nomes eram os dos que t...
Sou teu espelho, por Alfredo Behrens
87b, Alfredo Behrens

Sou teu espelho, por Alfredo Behrens

leer en español   A propósito do Carnaval, há um par de anos que gostei de ver uma máscara de Carnaval veneziano feita pela artista portuguesa Joana Vasconcelos. A máscara teria uns quatro metros de comprimento por uns dois metros de altura.A máscara da Joana era composta por dezenas de pequenos espelhos fixados para seguir a forma da máscara. Como esta tinha a forma ondulada das máscaras venezianas, e os espelho eram planos, eles acompanhavam algo mal a forma da máscara, e por isso refletiam imagens não apenas truncadas, mas também em ângulos diferentes.Ainda, a máscara tinha espelhos dos dois lados. Na frente, ou seja, de quem olhava para a máscara, e no verso, como seria no caso de quem com ela cobrisse a sua cara.Tal vez o mais curioso fosse o efeito que a máscara tinha sobre os visita...
O teste da raposa, por Alfredo Behrens
85a, Alfredo Behrens

O teste da raposa, por Alfredo Behrens

leer en español   “Mas, quando você acha que um casamento não vale mais a pena? Disparou o paciente ao seu terapeuta.Convenhamos que não é uma pergunta fácil, mesmo para os que tenhamos incorrido em diversas falências do gênero. Nem deve ser fácil para um psicanalista, mesmo assim ele teve a coragem de responder: estaria próximo da falência um casal no qual os parceiros se recusam a dar sustentação, a ampliar os limites dos sonhos do outro.Tempos faz que li Epifanía, uma poesia de Ted Hughes refletindo sobre a falência do casamento que ainda mantinha com Silvia Plath. Em Epifainía, Hughes se dirigia apressado ao Metro londrino que o levaria para a casa do casal ao entardecer. Instantes antes de descer para o Metro percebeu um olhar inusitado; efetivamente, era o olhar de um bebê de raposa ...
La prueba del zorro, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

La prueba del zorro, por Alfredo Behrens

ler em português“Pero ¿cuándo crees que un matrimonio ya no vale la pena? Le disparó el paciente a su terapeuta.Seamos realistas, no es una pregunta fácil, incluso para aquellos que hemos incurrido en varias quiebras de este tipo. Tampoco debería ser fácil para un psicoanalista, aun así, él tuvo el coraje de responder: "estaría al borde de la quiebra una pareja en la que los que la integran se niegan a ampliar los límites de los sueños del otro."Hace tiempo que leí Epifanía, un poema en el cual Ted Hughes reflexionaba sobre el fracaso del matrimonio que aún mantenía con Silvia Plath. En Epifanía, Hughes se dirigía apresuradamente al metro de Londres que lo llevaría a la casa de la pareja al anochecer. Momentos antes de bajar al Metro Hughes notó una mirada inusitada; de hecho, era la de un...
Pedro e as gêmeas, por Alfredo Behrens
83b, Alfredo Behrens

Pedro e as gêmeas, por Alfredo Behrens

leer en español    Na Universidade, Pedro conheceu as gêmeas Maria e Josefina. Ambas eram charmosas, bonitas, discretas, carinhosas. Pedro era louco pelas duas, mas sentia uma atração especial por Maria, que por sua vez ela parecia retribuir, o que costuma despertar o amor. Mas durante uma soneca, José sonhou que Josefina tinha desenvolvido um tumor no cérebro. Josefina morreria a menos que recebesse um cérebro doado. Mas o único cérebro compatível para Josefina era justamente o de Maria. Pedro discutiu com Maria porque não podia permitir que ela doasse seu cérebro para Josefina. Mas acontece que Maria morreu em um acidente de trânsito. Os médicos prontamente transplantariam o cérebro de Maria para a cabeça de Josefina. Aflito com a morte de Maria, Pedro esperou pelo que pareceram milh...
Alfredo Behrens

Cuentos de Brooklyn, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsEra un hermoso día de invierno y Augusto decidió tomar un café no Guevara's de Brooklyn. A pesar del frío, el día estaba muy claro, y el sol bañaba la terraza, por eso decidió sentarse afuera. ¡Poco después apareció esta mujer fabulosa que era la viva imagen de Betty Boop! A ella no parecía importarle que todos los hombres del patio la escudriñaran. Se limitó a sentarse sola en la terraza a tomar su café con leche de almendras, de espaldas a todas las miradas masculinas, que, aunque políticamente correctas no despreciaban la belleza femenina. Luego estacionó a contramano un Tesla color vino que en el capó tenía un grafiti naranja psicodélico que decía Jolly Roger.  ¡Y del Tesla salió un tipo con aires de perezoso distinguido que parecía un cruce entre el Capitán Garfio y el...