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Alfredo Behrens

Histórias de Brooklyn, por Alfredo Behrens
82c, Alfredo Behrens

Histórias de Brooklyn, por Alfredo Behrens

leer en español   Era um esplendoroso día de inverno. Augusto decidiu tomar um café no Guevara's do Brooklyn. Apesar do frio, o dia estava muito claro, e o sol banhava a esplanada. Por isso ele decidiu sentar do lado de fora. Logo depois apareceu essa mulher fabulosa que era a imagem viva da Betty Boop! Ela parecia não se importar com que estava sendo observada por todos os homens no pátio. Apenas sentou sozinha na esplanada para tomar seu café com leite de amêndoas, de costas para todos os olhos dos homens, que embora políticamente corretos, ainda não desprezavam a beleza feminina. A seguir estacionou na contramão um Tesla cor vinho que no capô tinha um grafite psicodélico alaranjado que dizia Jolly Roger! E não foi que desse Tesla saiu um sujeito com ares de distinto preguiçoso que parec...
 Do Brasil para o mundo, por Alfredo Behrens
80b, Alfredo Behrens

 Do Brasil para o mundo, por Alfredo Behrens

leer en español   A expansão internacional dos modernos esportes de equipe competitivos são uma consequência do poder imperial. Foi assim que a Grã-Bretanha exportou tênis, futebol, críquete, polo e rúgbi. Ou como os Estados Unidos exportaram beisebol e basquete. Mas, o futebol norte-americano - com todos os seus equipamentos de proteção - teria sido muito caro para se tornar um esporte de massa mundial. Da mesma forma com polo britânico ou o rugby.Mas o futebol é muito acessível, tanto em termos de equipamentos quanto de requisitos de espaço; afinal, 22 jogadores podem ser amontoados para chutar uma bola de pano em um campo relativamente pequeno.O que surpreende é que o Brasil, através de Pelé, conseguiu contribuir para o desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos.Talvez Henry Kissinge...
A garota da biblioteca, por Alfredo Behrens
76c, Alfredo Behrens

A garota da biblioteca, por Alfredo Behrens

leer en español    Na praia de Ipanema, passeava uma universitária de quem eu gostava. Eu disse a ela o que pensei ser um elogio e ela retribuiu com uma rejeição irreconciliável: me disse para não ser tão uruguaio! Mas eu era um novato no Brasil, uruguaio era a única coisa que sabia ser, e achava que o fazia direitinho. Foi difícil, ainda mais porque eu estava muito sozinho. O tempo passou e eu avistei na biblioteca da faculdade outra garota de quem eu gostava, e que achava que me aceitaria melhor. Ainda inseguro quanto à minha estratégia de aproximação, não fosse que ia achar a minha mão boba, no bar da faculdade pedi-lhe se podia acariciá-la. Acontece que ele disse sim e fizemos mais do que carícias ao longo de várias décadas, com amor e ódio, aos dois lados do Oceano Atlântico, ao N...
Platón y McDonald’s, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Platón y McDonald’s, por Alfredo Behrens

ler em português   Parece que fue Platón quien dijo que necesidad es la madre de la invención, y como anillo al dedo le viene el proverbio a la solución de un tipo que abrió un McDonald’s cerca de la base militar Fort Huachuca, en Arizona.Al principio creyó que, con la cercanía a los millares de soldados aburridos y hambrientos, su local sería un éxito. Pero no contaba con que las reglas imperantes impedían a los soldados de Fort Huachuca andar por la calle en uniforme militar. Sin los soldados como clientes tendría que cerrar en breve porque no había otra fuente de clientes suficientemente cerca. Como una hamburgesa de McDonald’s podría no ser suficiente incentivo para que los soldados se cambiasen de ropa para llegar a su restaurante y volver al Fuerte, la solución era atraerlos uniforma...
Mendigos, por Alfredo Behrens
71b, Alfredo Behrens

Mendigos, por Alfredo Behrens

leer en español   Cansado de tanto esvoaçar, uma pessoa pode se aproximar do Tinder em busca de um porto seguro. Há vulnerabilidade nisso. Quem sabe, foi isso que levou uma mulher a dar dinheiro a um homem que se dizia astronauta russo que precisava alugar um foguete para voltar à Terra.Várias vezes me vi dando dinheiro na rua para um mendigo que pedia para voltar para casa de ônibus. A diferença entre aquela mulher e eu não seria muito maior do que a quantidade de dinheiro solicitada. Em ambos os casos, astronauta e mendigo, pediram para voltar para casa.O valor simbólico do lar, como um lugar seguro, cheio de amor, ajuda a superar a resistência a desembolsar o dinheiro e ajudar quem o pede.É doloroso estar perdido longe de casa. Ainda mais no espaço! Talvez seja por isso que a mulher do ...
As estrelas e eu, por Alfredo Behrens
65a, Alfredo Behrens

As estrelas e eu, por Alfredo Behrens

leer en español  Faz muito tempo que não vejo as estrelas. Vivo há muitos anos em cidades que de tão iluminadas não me deixam vê-las. Quando as via, sonhava. Não lembro exatamente o quê, mas só as ver me transportava para a possibilidade de outras vidas, de outros mundos. Naquela época eu li Asimov e outros. Eu não estava tão interessado no nome desta ou daquela estrela, muito menos interessado na sua idade, mas estava inflamado pela maravilha da busca pela compreensão do cosmos. Quem girava em torno de quem? Se o universo estava se expandindo ou não. Quem buscava suprimir o conhecimento, como se se agarrasse a um mundo que sucumbiria ao abrir uma única fissura numa parede.Era tão interessante olhar para as estrelas quanto imaginar a miséria dos indivíduos aferrados à sua ignorância. Nessa...
Aquí, por ahora, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Aquí, por ahora, por Alfredo Behrens

ler em português  No sé cuántos comparten esta sensación. Es rara. Sólo me pasó tres o cuatro veces. No tengo certeza del número, porque no es que cada vez se enciende una luz con un número y una cancioncita de “ya gané”. Pero cuando sucede, el sentimiento es muy fuerte.Te cuento. Estaba caminando por la plaza Charles Miller, en São Paulo. La plaza es desierta porque como casi todo en São Paulo, también fue convertida en un estacionamiento. De hecho, es un páramo. Recorrerlo a pie es un suplicio, pero como el lugar no tiene obstáculos, puedes ver a la distancia y sin distracciones.En sentido contrario venía un hombre con aire sufrido. Bajo pero fornido, de brazos cortos, harapiento, cuerpo prematuramente inclinado hacia adelante, mirando al suelo y con paso apresurado. Nos acercábamos, per...
Unidos por el Sputnik, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

Unidos por el Sputnik, por Alfredo Behrens

ler em português Augusto estaba recién llegado a esa ciudad. Quería hacer nuevos amigos y aceptó la invitación a una cena donde le llamó la atención una piba de nombre María. Cuando ella se levantó de la mesa anunciando que bajaría a la calle a comprar cigarros, él se ofreció a acompañarla. Salvo algunos gestos y comentarios durante la cena, no sabía nada de ella, pero le gustaba. Sin embargo, y a pesar de la audacia de ofrecerse a acompañarla, Augusto se encontraba inseguro en esa etapa de su vida, así que fue sólo al regreso que María abrió la conversación indagando de donde venía él, como queriendo saber  quién era. Sin más, cual poseído de un arrebato desesperado, él le tomó la mano y con su brazo extendido apuntando al cielo estrellado representó a su abuela como cuando ella lo lleva...
Unidos pelo Sputnik, por Alfredo Behrens
62a, Alfredo Behrens

Unidos pelo Sputnik, por Alfredo Behrens

leer en español Augusto era recém-chegado àquela cidade. Aceitou o convite para um jantar com conhecidos onde uma garota chamada Maria fisgou sua atenção. Quando ela se levantou da mesa anunciando que estava descendo à rua para comprar cigarros, ele se ofereceu para acompanhá-la. Exceto por alguns gestos e comentários durante o jantar, ele não sabia nada sobre ela, mas gostava dela. No entanto, e apesar da audácia de se oferecer para acompanhá-la, Augusto estava inseguro nessa fase da sua vida, pelo que foi só quando voltavam que María abriu a conversa perguntando de onde vinha, como se quisesse saber quem ele era. Sem mais delongas, como que possuído por um impulso desesperado, ele pegou a mão dela e com o braço estendido apontando para o céu estrelado, representou sua avó como quando ela...
Passa um andarilho, por Alfredo Behrens
60c, Alfredo Behrens

Passa um andarilho, por Alfredo Behrens

leer en españolMeu querido amigo francês caiu na gargalhada quando lhe contei que descendentes de franceses e italianos se juntaram para acabar dando na minha mãe. Ele me explicou que na França era inédito um camponês se casar com alguém da cidade vizinha, muito menos de outro país.Mas a vida dá muitas voltas e, apesar de eu ter conhecido várias francesas amigas dele, aquela com quem se casou para sempre foi uma brasileira descendente de africanos que conhecera no Rio de Janeiro.Como era um sujeito querido, dançava maravilhosamente bem, seus amigos se acostumaram a esperar e aceitar quase tudo dele. Mas casar com uma descendente de africanos foi um pouco demais. Ajudou que os amigos dele não a entendessem e que o casal tenha morado muitos anos longe da França e do Brasil.Mas o tempo foi pa...
¿En quién creer?, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

¿En quién creer?, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsUn señor con aire de agricultor desorientado, de ingresos declinantes, salía de la clínica médica con una receta. Lo interpeló el agente de seguridad con quien el señor aparentemente había mantenido una conversación antes de entrar. El agente era un mozalbete fuerte, de esos con aire de instructor en gimnasios, pero que con gentileza le preguntó  qué le habían dicho. Solícito, el señor le mostró la receta y el mozalbete con aire circunspecto, de quien entiende del asunto, inclusive con su mano derecha en su barbilla y asintiendo con la cabeza mientras leía, le dijo que, por los síntomas que le había relatado, eso era lo que él esperaba que le fuesen a recetar. Además, le pregunto si tenía alguna alergia, y lo despachó diciéndole que si en una semana no mejoraba que volviera...
El osito de peluche, por Alfredo Behrens
Alfredo Behrens

El osito de peluche, por Alfredo Behrens

ler em portuguêsEl niño tendría unos siete años y cara de quien todavía se meaba en los pantalones. En un brazo sostenía un osito de peluche y con la otra mano agarraba la falda de la madre que estaba de pie comprando una pieza de pecho en la carnicería del supermercado. El carnicero estaba a punto de cortar el trozo cuando apareció este hombre de mediana edad que, en voz alta y frente a la gente que hacía cola en la carnicería, le pidió perdón a la mujer. Con la mirada y como que el pedido no era para ella, la mujer le indicó al carnicero que realmente quería que cortara el filete. Pero el hombre volvió a interrumpir pidiendo perdón, esta vez en voz aún más alta. El carnicero miró al que pedía perdón, como diciendo “mira, vete que estoy trabajando”.  Los presentes comenzaban a inquietarse...